30 June 2005

19 June 2005

body and soul

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hic
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hic
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hic
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burp
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hic
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hic
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21 May 2005

19 May 2005

príncipe negro

começa-se a perder o rasto a tudo
sim
porque chega sempre uma altura em que renovamos aquilo que pensavamos que sabíamos
porque nunca sabemos ao certo até onde vai o que se sabe
a abstracção é a melhor forma de definir a consciência de termos inconsciência
há uma estrada que de noite vai dar ao Guincho e de dia vai dar a todos os céus
eu porto-me bem desde que soube que te podia perder
eu descobri que te amo naquela curva onde todos caem ao mar
naquela curva aonde fiquei presa pelas unhas
estavas lá que eu senti
mesmo quando pensei que já não eras
convidaste-me para ficar mais uma vez
e pintaste-me as unhas iguais às rosas "príncipe negro"
para que ninguém visse o sangue pisado nos dedos que seguraste
quando segredaste que me amavas
e com receio que eu pensasse que te tinha ouvido
desejaste que eu te tivesse ouvido
é o teu sentido
sabes que somos diferentes demais
mas que morremos mais
que sabemos como ninguém sabe
o poder que cada beijo nos traz
só por ser nosso
arrancado a todo o gesto vindo do amor que a tua alma vai fazendo com a minha
não há físico que aguente o que só elas aguentam
são os únicos relâmpagos que vi caírem no mar até hoje
e a única coisa que não me mete mais medo.

18 May 2005

água das pedras sem gelo mas fresca

não sei se estou mais perto de cair
se mais perto de sair
ou se mais perto de mim
cantando a oportunidade que me deram de te encontrar
louvando a tua paciência e o teu amor
que soube ser maior que o meu quando me achei tão fraca
amando-te neste tempo estranho que por norma já não existiria
onde pisei vinis que tu foste colando
hei-de eu oferecer-te um gira-discos
velhinhos havemos de ouvir o ruído da dor que eu te causei
que nos há-de soar longínquo
só sabia ser assim amor
não me ensinaram outra coisa senão dor
agora que te amo e aprendo que o amor sabe ir além
vou já imaginando um salão enorme e vazio para além de nós
onde dançamos ao som de batimentos sintonizados de todos os corações que havemos de trazer à nossa vida, vindos de nós.

candy boy you´re on my mind

10 May 2005


9 May 2005

mais uma

não te esqueças do que eu te disse
não uses sabonete que faça espuma
prejudica a saúde, a espuma teima em iludir
e vai procurar os cães que andam abandonados na rua
traz todo aquele pêlo sujo de miséria para ser lavado
também não te esqueças de trazer os olhares tristes que eles carregam
pode ser que eu encontre na despensa amor de cão para a troca
se ainda tiver despensa
aquela despensa que volta e meia muda de casa
foda-se
mas porque não me ouves?
vê lá se ouves.
senão depois enganas-te e vais às gatas
sabes que não gosto de te ver arranhado
sabes que não tenho jeito para tratar de feridas
conheces-me bem
sabes que não suporto o cheiro de sangue fora do prazo

só mais uma coisa
e esta não volto a repetir
é que a groselha bebe-se com palhinha
já não tens idade para andares com esse bigode vermelho


8 May 2005

stardust

there´s no country music playing in that bar anymore
there´s no kiss hanging on that old microphone since we left
but there´s a secret that kills all hearts that trip on it
and there´s a barman serving alcoholic chilled love into big cups,
there´s bottles of wined tears waiting on shelfs
and there will always be someone sitting on that same bench
and that same someone will be humming the same song
humming the same "one and only" pain
the only real pain that heartbreak hotel ever knew
because no love is love until it´s no longer love
and we´ll keep on pretending we never met


7 May 2005

the smell of you still on my hands

21 April 2005

e se acordasse?

havia um som que me entrava pelas narinas directo ao cérebro, o som de um rádio vizinho que marchava com voz de parede, foi assim que acordei, mas logo me senti confortável com a existência de uma vida normal algures, com o facto de alguém preferir ouvir rádio a ter de ficar enrolado nos bigodes de um gato pesado e preguiçoso. Bati em todos os pensamentos, deixei-me ser sonhada pelo meu próprio sonho. Aqui estou de novo. Sem mim. sempre sem mim.

28 March 2005

o amor é

o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás. o amor é o momento em que eu me dou, em que te dás.

António variações

23 March 2005

A vida é só para quem quer!

Parabéns pela vida que tens.

22 March 2005

springtime

21 March 2005

fireworks

does fire work?

quase importante

estava aqui a pensar
na broa que a minha mãe trouxe de Espinho
nos flocos de aveia
na cerveja preta
no caril de frango
nas torradas de pão alentejano
na sopa de feijão
no chá de amoras silvestres
no quarto quase organizado
na roupa que está em ordem
na chuva que finalmente caiu
na nova almofada
nas dores das costas
no trabalho da loja
na festa que os vizinhos dão até às tantas
no jantar de aniversário que acabei por não marcar
nas telas que ainda quero fazer
no frio que tenho
no filme que vou ver amanhã
no sabor do gengibre
nas coisas que escreves
naquilo que não entendo nelas
em ti

estava apenas a pensar em ti

19 March 2005

bubble gum

14 March 2005

freak heart

afinal estou apaixonada. mas isso vê-se, mesmo que eu queira iludir-te de que não estou. mesmo que eu finja que sou forte e que diga que só me entrego quando quiser e achar que for altura, não consigo evitar o desejo de querer-te. E falo de irmos muito mais além de qualquer abraço. Falo de poder ser tonta e de nos rirmos juntos. até um sempre que nos esteja destinado. Falo de saudade. Falo de ti em mim. Mas porque será que não te posso ter também por dias? Porquê só por horas, minutos e segundos?

13 March 2005

freak heart

there´s nothing there that you can see,
except the core of what is trying to be human.
branches of small thoughts.
cracked circles.
unheard shouting.
swallowed screaming
like death in a final position
waiting for someone to turn on the lights
and bring me some toasts and boiled eggs.
how i love boiled eggs.