10 August 2008
9 August 2008
8 August 2008
preto azeitona
Vou deixar-me estar
Deitada no canto desta cama, quase a cair para dentro do fosso que ela faz com a parede
Os dias hão-de passar
Palavras afectuosas hão-de encontrar o caminho até mim
Entretanto tudo há-de morrer. A mão esquerda
Depois a mão direita.
A pele há-de secar e escamar
Os ossos vão ficar pretos
As memórias hão-de assolar o que restar do corpo
-que estás a dizer-me mãe?
-estás aí?
A pele há-de continuar a mirrar
-de que falas mãe? Pedes para eu tomar conta dos animais…vais-te embora?
-Pedes-me para apanhar a roupa do estendal?
A pele, eventualmente, há-de deixar transparecer as lágrimas que não chorei,
O amor que não larguei, a paixão que não vivi.
-Mãe, porque insistes em entrar no meu quarto sem bater à porta?
-mas estás aqui tão perto…
dás-me de comer? Depois podes deixá-los entrar.
eles que venham penetrar-me.
Ou no que resta de mim.
7 August 2008
5 August 2008
1 August 2008
31 July 2008
28 July 2008
23 July 2008
22 July 2008
que é feito de si?
Eu sentada e o seu braço vindo detrás poisando no meu ombro.
A sua mão fortemente agarrada à minha e a minha na sua, como se tudo o que nos fosse permitido estivesse ali naqueles segundos.
O desejo todo contido e por sua vez expressado naquele aperto.
Restou, na humidade das mãos, os beijos que não demos, o amor que não fizemos.
Mas nada ficou por dar.
Soube a pouco. Apesar da lenta digestão que durou o dia todo.
21 July 2008
20 July 2008
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.
o amor é ter medo e querer morrer."
José Luís Peixoto de A Criança em Ruínas
16 July 2008
15 July 2008
"O melhor lugar do mundo"
O poema, a tua pele com a minha (pensei muito), os amigos, o sorriso de alguém (pensei muito) a família de sangue, a família de coração (pensei muito), olhares cúmplices, olhar o mar (pensei muito), as memórias, a infância (pensei muito), o som dos pássaros, o som das folhas (pensei muito), a minha cama, a nossa cama (pensei muito) a saliva dos beijos que fica no corpo, as tuas mãos (pensei muito) a saudade, o perdão (pensei muito), a música, a leitura (pensei muito), o paladar, as cores, pensei em tudo isto e o que mais houvesse para pensar e cheguei à conclusão de que as fotografias são o melhor lugar do mundo, até aquelas que não me pertencem, as perdidas no tempo e com o tempo, as histórias que elas contam e escondem, o mundo infinito que se pode conhecer através de uma fotografia. O momento como momento, quer tenha sido nosso quer não.

"Tertúlias Virtuais" - Iniciativa de: Expresso da Linha e Varal de Ideias
10 July 2008
9 July 2008
6 July 2008
i´m the big sister











